semana três do mês de Maio - 2012. Um das ‘coisas’ boas e ao mesmo tempo enlouquecedora nessa colaboração - processo de convivência - de troca - de… de… entre Armando Menicacci e eu é que dentro de uma ideia temos várias outras, enquanto conversamos vamos descobrindo milhões de desdobramentos para a questão que gerou esse projeto: o que posso fazer para além de uma técnica? e é essa questão que vem nos permitindo encontrar essas inúmeras possibilidades. em parceria com ele tenho alguns rumos, assim como trabalhando individualmente dei início ao processo de invenção e de experimentação na parte do meu trabalho onde me aproximo da obra de Loïe Fuller para estar construindo, pensando e realizando a minha dança onde agora passo para a próxima fase que é aproximar algumas obras e palavras/frases do Hélio Oiticica para estar construindo a dança da salomé - nome provisório para o trabalho que está quase, quase indo para a sala. desde que cheguei a Chalon sur Saône pude avançar em algumas invenções, assim como criar outras, mas estou no processo de amarrar/costurar essas ligações e com isso volto para o entre a técnica e a tecnologia e que nessa semana na école média art Armando e eu pudemos experimentar a instalação de nome provisório - quem dá o primeiro passo? aqui ela é assim : qui fait le premier pas? até agora são duas instalações partindo de um mesmo princípio técnico, mas com argumentos diferenciados. aqui segue algumas fotos de nossa experiência na sala do ateliê de corporeidade, interatividade e cinema novo. estou editando um vídeo com nossa experimentação por aqui e logo, logo tô colocando na rede.

semana três do mês de Maio - 2012.

Um das ‘coisas’ boas e ao mesmo tempo enlouquecedora nessa colaboração - processo de convivência - de troca - de… de… entre Armando Menicacci e eu é que dentro de uma ideia temos várias outras, enquanto conversamos vamos descobrindo milhões de desdobramentos para a questão que gerou esse projeto:

o que posso fazer para além de uma técnica?

e é essa questão que vem nos permitindo encontrar essas inúmeras possibilidades.

em parceria com ele tenho alguns rumos, assim como trabalhando individualmente dei início ao processo de invenção e de experimentação na parte do meu trabalho onde me aproximo da obra de Loïe Fuller para estar construindo, pensando e realizando a minha dança onde agora passo para a próxima fase que é aproximar algumas obras e palavras/frases do Hélio Oiticica para estar construindo a dança da salomé - nome provisório para o trabalho que está quase, quase indo para a sala.

desde que cheguei a Chalon sur Saône pude avançar em algumas invenções, assim como criar outras, mas estou no processo de amarrar/costurar essas ligações e com isso volto para o entre a técnica e a tecnologia e que nessa semana na école média art Armando e eu pudemos experimentar a instalação de nome provisório - quem dá o primeiro passo? aqui ela é assim : qui fait le premier pas?

até agora são duas instalações partindo de um mesmo princípio técnico, mas com argumentos diferenciados.

aqui segue algumas fotos de nossa experiência na sala do ateliê de corporeidade, interatividade e cinema novo.

estou editando um vídeo com nossa experimentação por aqui e logo, logo tô colocando na rede.

experimentação. mapeamento.
digo o que sou. aqui. de longe. quando, aqui, longe do que é o meu Brasil, eles - os daqui - me afirmam como uma ‘brasileira estranha’ porque não sou o que eles tem como imagem. digo:  não sou o carnaval. sou o que existe antes, durante e depois dele, mas não ele.

digo o que sou. aqui. de longe.

quando, aqui, longe do que é o meu Brasil, eles - os daqui - me afirmam como uma ‘brasileira estranha’ porque não sou o que eles tem como imagem.

digo: 


não sou o carnaval. sou o que existe antes, durante e depois dele, mas não ele.



.essas palavras são do Hélio, mas fiz uso da apropriação e agora elas são minhas.
Re.tornando, aqui: da Cidade de Chalon sur Saône Começo a escrever voltando para esse lugar aqui e o que posso dizer é que esse projeto passou por uma crise, não! eu passei por uma crise, achei ter resolvido minhas questões, ter respondido minhas perguntas, quando hoje percebi que elas não foram respondidas, elas se transformaram. passaram por transformações: eu - a pesquisa - as inquietações - as vontades. volto para o Hélio e ele me diz: ‘passo a me conhecer através do que faço porque na realidade eu não sei quem sou’ esse projeto tem muito disso, de não saber quem sou e de me questionar diante disso, mas tenho uma problematica. esse projeto de pesquisa, de busca foi aprovado em editais e em dois deles preciso ter um produto final, por escolha minha porque assim escrevi no projeto. um livro (revista) e um trabalho, uma espetaculo, uma performance, uma instalação… algo, alguma coisa… quais as minhas estratégias? retornar para o mote que deu inicio a inquietação. sapato de sapateado no pé. tiro, por enquanto, o all star branco. tenho esse momento de provocação.proposição.experimentação. partilhado com dois colegas da escola onde estou desenvolvendo esse projeto. Maxime Jardry e Lucie Ascione. junto com eles vamos para uma locação. falo sobre a ideia e preparamos o terreno. a palavra desconstrução volta para a cena e não foi proposição minha, mas algo que vem, como se fosse inevitavel. e mesmo retornando a esse lugar continuava com a sensação de que algo não era mais. o algo era outra coisa. estou com um material incrivel desse dia que vai virar um video super bacana, mas algo não é mais. eis o que me acontece. hoje 03/março começa um festival de música aqui em Chalon e que se chama: kontact sonoreS e assisti um espetáculo de um grupo chamado: karbido. não sei onde, nem como, muito menos em que momento. mas eles trouxeram de volta o impulso. e me fizeram (voltar a ) entender que esse é um trabalho/pesquisa sobre transformação bem assim como sou. então como poderia hoje fazer a mesma coisa que começou a ser desenhada em 2009/10? pra mim, isso é : impossivel! bla’ bla’ bla’ que nada nunca é a mesma coisa bla’ bla’ bla’ o que quero dizer é: o roteiro que tenho aqui comigo, não me cabe mais.  o que digo é: me re.encontrei. vamos começar. vou re.começar A. ah, aqui segue o link de uma matéria linda feita pela jornalista Dal Pires sobre minha temporada por aqui: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1120025 e aqui o link da matéria da revista de dança feita pela jornalista e também pessoa que dança Elisa Parente: http://revistadedanca.com.br/legado.php?id=4

Re.tornando, aqui: da Cidade de Chalon sur Saône

Começo a escrever voltando para esse lugar aqui e o que posso dizer é que esse projeto passou por uma crise, não! eu passei por uma crise, achei ter resolvido minhas questões, ter respondido minhas perguntas, quando hoje percebi que elas não foram respondidas, elas se transformaram.

passaram por transformações: eu - a pesquisa - as inquietações - as vontades.

volto para o Hélio e ele me diz: ‘passo a me conhecer através do que faço porque na realidade eu não sei quem sou’

esse projeto tem muito disso, de não saber quem sou e de me questionar diante disso, mas tenho uma problematica. esse projeto de pesquisa, de busca foi aprovado em editais e em dois deles preciso ter um produto final, por escolha minha porque assim escrevi no projeto.

um livro (revista) e um trabalho, uma espetaculo, uma performance, uma instalação… algo, alguma coisa…

quais as minhas estratégias? retornar para o mote que deu inicio a inquietação.

sapato de sapateado no pé. tiro, por enquanto, o all star branco. tenho esse momento de provocação.proposição.experimentação. partilhado com dois colegas da escola onde estou desenvolvendo esse projeto. Maxime Jardry e Lucie Ascione. junto com eles vamos para uma locação. falo sobre a ideia e preparamos o terreno. a palavra desconstrução volta para a cena e não foi proposição minha, mas algo que vem, como se fosse inevitavel.

e mesmo retornando a esse lugar continuava com a sensação de que algo não era mais. o algo era outra coisa. estou com um material incrivel desse dia que vai virar um video super bacana, mas algo não é mais.

eis o que me acontece. hoje 03/março começa um festival de música aqui em Chalon e que se chama: kontact sonoreS e assisti um espetáculo de um grupo chamado: karbido.

não sei onde, nem como, muito menos em que momento. mas eles trouxeram de volta o impulso. e me fizeram (voltar a ) entender que esse é um trabalho/pesquisa sobre transformação bem assim como sou. então como poderia hoje fazer a mesma coisa que começou a ser desenhada em 2009/10?

pra mim, isso é : impossivel!

bla’ bla’ bla’ que nada nunca é a mesma coisa bla’ bla’ bla’

o que quero dizer é: o roteiro que tenho aqui comigo, não me cabe mais.

 o que digo é: me re.encontrei.

vamos começar. vou re.começar

A.

ah, aqui segue o link de uma matéria linda feita pela jornalista Dal Pires sobre minha temporada por aqui: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1120025

e aqui o link da matéria da revista de dança feita pela jornalista e também pessoa que dança Elisa Parente: http://revistadedanca.com.br/legado.php?id=4